Alster

Hamburgo
O Alster é um pequeno rio, que aflui no grande Elba, mas são as suas águas que bombeiam o coração de Hamburgo. Com uma área de 160 hectares e cerca de 7 km de perímetro, o lago do Alster é um dos locais de referência no centro da cidade. É certamente um dos sítios preferidos e mais frequentados durante a Primavera e Verão, mas mesmo nesta altura de queda da folha vê-se sempre movimento tanto no lago como no amplo espaço verde à volta.

O Alstersee é também já o meu lugar preferido para dar as minhas corridas. Principalmente aos fins de semana, cruzo-me com outras pessoas a caminhar, corredores de todas as idades, mais ou menos experientes, há quem prefira passear com as crianças ou brincar com os cães. Como os alemães são normalmente pessoas práticas preferem fazer tudo de uma vez só: correr e passear a criança, empurrando o carrinho do bebé, ou andar de bicicleta e passear o cão que corre ao lado, ao mesmo ritmo, preso pela trela, por exemplo.

Percorrendo as margens do lago, tento recalcar o cansaço relegando-o para segundo plano, apreciando casas nobres, elegantes e outras mais modernas que se erguem altivas, sigo os barcos à vela, a remos e as canoas que desatam da margem e deslizam de um lado a outro, saboreando o sol de Outono. Por vezes no Inverno, o lago congela e transforma-se numa pista para patins, trenós e brincadeiras.

Volta completa, tarefa comprida, só mais uma pequena corrida até casa. Quanto ao Alster, depois do lago, as suas águas unem-se às do Elba que desagua no Mar do Norte.

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Sol e cheias na Alemanha

Rio Reno, Bona

As águas do Reno já baixaram, aquecidas pelo sol que despertou na Alemanha Ocidental. Quem chega a Bona entra em clima de Verão, com as temperaturas a ultrapassarem os 20 graus, durante dias consecutivos sem nuvens. Os parques verdes conquistam os habituais adeptos do sol e são, por esta altura, as praias, as esplanadas, as mesas de pic-nic e dos churrascos. Pelo que, quando se vêem as imagens das inundações, no leste, parece até que se está a falar de outro país. O contraste entre o leste e o oeste da Alemanha parece pois, por esta altura, marcado pelo nível das águas.

As fortes chuvas que se fizeram sentir, há dias atrás, elevaram o caudal dos rios, em particular do Danúbio e do Elba. As cheias causaram mais de uma dezena de mortes na Alemanha, República Checa, Áustria e Eslovénia, além de grandes estragos materiais.

Se por um lado, o nível das águas volta à normalidade na região leste, em particular na Baviera e Saxónia, por outro a preocupação mantém-se noutras zonas onde o Elba continua volumoso. Por exemplo, em Magdeburgo, no estado da Saxónia-Anhalt (no centro-leste),as águas atingiram já o nível das cheias de há 11 anos. Por cá, o Reno galgou as margens mas, em poucos dias, voltou ao leito.

A chanceler alemã, Angela Merkel, já disponibilizou mais de 100 milhões de euros para ajudar as vítimas, nas regiões mais afectadas pelas cheias. E os bombeiros de Bona têm ajudado na região de Magdeburgo, para onde levaram 35 mil sacos de areia para tentar deter as águas.